Urubici foi respiro.


As manhãs começavam com fumaça no telhado, lembrando do calor que ainda morava ali dentro. A madeira viva estalava devagar, como se sussurrasse histórias antigas. A luz atravessava as frestas com gentileza. Era como se o tempo parasse um pouco — ou apenas voltasse a ser nosso. Fomos pra fotografar, sim. Mas também ficamos pra escutar, pra sentir, pra lembrar como a beleza se revela no que é simples e bem vivido.


Deixamos que os dias corressem no ritmo do silêncio. A mesa posta, a lareira ainda quente, o som das taças, as caminhadas frias e leves. Essa viagem foi mais do que uma pausa: foi um manifesto sobre presença. Estávamos só nós dois. E tudo, enfim, no seu lugar.